sexta-feira, 6 de maio de 2011

Um dia, uma visita, um sambódromo...


Este foi o dia em que o Bergamo, que é uma pessoa muito querida, veio aqui em casa me visitar, na época de carnaval. E confesso que carnaval foi eu nao ter tido tempo para preparar nadinha de especial para ele, que fiquei devendo para uma proxima vez. rss
Aliás, foi uma pena não podermos estar juntos, papeando, mais tempo. Pois, pasmem, eu fui com amigos, pela primeira vez na minha vida, no Sambódromo do Anhembi para ver um desfile!
E isto eu tenho que agradecer à minha amiga Ana Maria que me convidou para ali estar com a sua familia.
Foi uma pena, mas eu tinha também uma foto que fiz e não pude usar aqui, pois ficou super desfocada, da Juliana (que veio aqui para me pegar) junto ao Bergamo.
E devo dizer, la do desfile, que achei tudo muito bem organizado. E para minha grande surpresa também constatar que, ao menos onde estavamos, o ambiente era bem familiar.
Fazia um friozinho danado e tinha chovido cantaros, mas tudo bem, que mesmo assim deu para aproveitar bastante!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Pave de chocolate com suspiros

Esta receita é, em origem, da Dr.Oetker.
E como voces devem ter reparado, é uma das minhas primeiras incursões pela cozinha desde quando cheguei em São Paulo pela segunda vez, neste ano.
Com tanta coisa em suspenso para eu fazer, o máximo que sinto é uma preguiça doida de começar qualquer coisa. E nisto eu incluo a minha declaração do imposto de renda e também a arrumação do armário novo do closet do meu quarto, com as nossas tranqueiras que vieram em um conteiner lá da Italia. São poucas coisas, é certo, mas não se igualam com a moleza que me dá só de olhar para elas, estacionadas no corredor do andar de cima da casa...
Então: dá para perceber bem o espírito da coisa, não é verdade? rss rss
E como esta receita me pareceu apetitosa e muito, muito facinha, resolvi que a faria como sobremesa para servir os amigos que almoçaram conosco neste domingo passado, mesmo sabendo que, talvez, esperassem por um tiramissú. rss
E eu comentei que em origem era da Oetker pois, primeiro, aboli o achocolatado e substitui por chocolate amargo, já que de doce bastavam os suspiros. Para mim, digo.
Depois, aumentei a quantidade do creme de chocolate, que me pareceu insuficiente para cobrir os suspiros. Quem preferir em menos quantidade, coloque só uma caixinha de creme de leite, igual à sugestão original, ok?
E também tem que, para arrematar, eu joguei a cobertura do Bergamo ( pois é: fiquei fã...), que vcs localizam aqui mesmo no blog, ok?
O custo benefício e o resultado, somados ao pouquissimo trabalho, definitivamente valem a pena!

Pave de Cacau com Suspiros (do Dr. Oetker)

-2 caixinhas de creme de leite com soro
-6 colheres de sopa de cacau ou chocolate em pó, amargos
-1 colher de sopa de essencia de baunilha, ou a baunilha mesmo
-2 caixas de "Chanti Neve" (mais 200ml de leite bem frio)
-200g de suspiros
Misturar à mao mesmo, homogenizando bem, os tres primeiros ingredientes e reservar.
Bater o " Chanti Neve" com o leite, seguindo as instruções da embalagem.
Forrar uma forma com os suspiros e cobrir com o creme de chocolate.
Cobrir por último com o "Chanti Neve" fazendo picos, ou mesmo alisando, vai do gosto.
E se quizer pode-se decorar, regando com a calda do Bergamo e mais algum suspiro esmigalhado, tipo como eu fiz.
Levar para gelar por umas tres horas na geladeira ou, se for o caso, por menos tempo no freezer.
O resultado é muito bom, pois o amargo do chocolate combina super bem com o doce dos suspiros, além da textura ser super cremosa.
PS: Atentem que o Gianluca achou MUITO BOM este pave, ok? rss rss

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Navegamos no tempo que passa...


Este gorrinho, que fez a minha mae, representa como um salto no tempo, quando se pensa que um dia eu usava um desses, assim como também os meus filhos, que ja sao adultos.

Como acontece também com as fotos que eu postei anteriormente, que nos mostram o quanto é relativo o espaço que ocupamos.

Enfim...

Tempo e espaço, e falemos também de dimensao, sao coisas absolutamente relativas nesta nossa existencia material. Tanto quanto as coisas e as pessoas com às quais nos relacionamos em nossos percursos por aqui.

Quem ja nao teve a experiencia de cruzar com pessoas, ditas desconhecidas, com às quais instauramos uma familiaridade automatica?

Ou quem ja nao teve a impressao de que alguma coisa ou lugar, daqueles do tipo inédito, nao ser assim uma novidade? De se chegar a sentir que ja se esteve ali ou de ja ter visto ou experimentado algo que temos a certeza de ser a primeira vez?

As vezes passamos toda uma vida até perceber a nossa capacidade de captar a energia que pessoas, situaçoes e ambientes emanam.

E quanta coisa deste tipo nos acontece entre o tempo em que usavamos um gorrinho de bebe e o fato de portarmos nossos fios brancos?

Tem o que parece que foi ontem, tem o que parece fazer uma eternidade, tem as coisas de que nem nos lembramos mais e aquelas que parecem vivas o tempo todo.

E todo este conjunto de coisas também é muito relativo, porque tudo depende do jeito que voce lida com elas e os sentimentos que estas lhe provocam e voce permite que permaneçam.

Porque tanto podem significar mais sabedoria, aprendizado e crescimento, quanto podem provocar tristeza, ansiedade ou angustia, ou mesmo podem ser uma alavanca ou uma trava, na vida da gente.

E quem explica o modo que cada um de nòs emprega para passar pelo tempo que nos é reservado neste nosso planeta?

Certo, eu sei: todos tem a sua explicaçao ou estabeleceram regras para isto, tais como as religioes sempre o fizeram.

Mas nao deixam de ser, também, muito relativas elas mesmas.

Pois sabemos que cada um é um e que o que é bom para um pode nao ser para o outro.

Além de cada um de nòs caminhar um passo por vez, com um ritmo proprio, a fim de chegar a um mesmo lugar.

E, importantissimo, ninguém é dono da verdade e, muito menos, temos a capacidade para compreendermos tudo, dada a nossa limitaçao natural e a nossa natureza dogmatica.

Entao, estaremos a discutir este argumento em circulos sem conseguirmos chegar a uma resposta geral. E isto sò porque, sabemos todos, nao existe um livre arbitrio coletivo.

E eu me pergunto o que estarao perguntando voces todos: mas por que eu estaria falando estas coisas?

Bah... mas quem é que sabe...?!!

Hihihi!


quinta-feira, 24 de março de 2011

Trocando percursos...


Um caminho que se deixa, outro que se prende.

domingo, 13 de março de 2011

De volta ao inverno. rss

Saindo da chuva em Sao Paulo direto para a neve aqui em Solfagnano.

terça-feira, 1 de março de 2011

Bolo de Agrião

Já ha um par de anos eu tinha visto a sugestão deste bolo que, confesso, me deixou MUUITO, mas muito curiosa.
No início era uma receita restrita quase que exclusivamente aos blogs vegetarianos.
Mas, com o tempo, vi que outras pessoas se arriscaram a provar, apesar do inéditismo da coisa.
Mas eu continuava resistindo.
Talvez por falta do ingrediente que tem, mas não se acha lá na Italia.
E depois, estando por aqui também, por um tantinho de preguiça...rss
Porque eu amo agrião, mas acho uma verdurinha meio chata de se lidar.
Dai, outro dia eu fui na feira e comprei um belo maço grande e bem fresquinho.
Respirei fundo e me atraquei com ele na cozinha, selecionando e lavando tudo.
Rendeu bastante, apesar de eu ter dispensado os galhões mais grossos que, sem sombra de dúvida, eu podia também ter aproveitado: mas lembrem que eu falei da "preguiça",ok?
E resolvi separar uma parte, equivalente a um prato fundo para, FINALMENTE, fazer este bolo.
E me acreditem: apesar da curiosidade eu não punha fé...
Só me animei mais quando li uma declaração de uma fã dele, que disse que as suas crianças adoram: como assim?!...
Então pus as mãos à obra e, sem achar a receita que tinha pego em um blog vegano, usei a minha mesmo.
E, pessoal: ficou ótimo o danado!!
A cor é assim... verde. Mas a textura e o gosto são excepcionais.
Então...


BOLO DE AGRIÃO

1 bom punhado de agrião: folhas e galhos tenros
1/2 copo de oleo ou azeite de oliva
1/2 copo de leite
2/3 copo de açucar
1 ovo grande
1 e 1/2 copos de farinha de trigo
1 colher de sopa rasa de fermento para bolo

Bater os ingredientes liquidos junto com o agrião no liquidificador, até ficar bem homogeneo e reservar.
Bater bem à mao o ovo com o açucar ou, preferindo, usar uma batedeira.
E misturar estes dois compostos, acrescentando a farinha aos poucos, sem deixar de bater.
Por último se acrescenta o fermento, misturando bem.
Eu não gosto de farinha que já vem com fermento: mas vejam voces o que acham melhor, ok?
Colocar a massa em forma untada e levar uns 25 minutos em forno pré aquecido a 180°C até dourar, testando com o palito.
Se preferir, cubra o bolo ao seu gosto. Eu, neste caso, espalmei com uma pasta de morangos caseira, que o Gianluca tinha feito e congelado.
E voces me desculpem se o meu bolo ficou meio assim com uma cara de torta de espinafre coberta com massa de tomate, ok?....rss
Pois o que importa é que ele ficou realmente bom!

O resultao deste bolo é surpreendente: fica bem macio e muito saboroso, apesar do ingrediente insólito.
Vale provar!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Quando as imagens falam mais que as palavras...

Esta foto, muito expressiva, foi feita pela minha filha, a Luiza, nos dias que passamos ali em São Sebastião.
Este cachorrinho era um "bibelot" e ficou ali por perto acompanhando os donos que, como nós, arriscaram de ir à praia em um dia não tão bonito mas, porisso mesmo, muito agradavel.
Praia vazia tem o seu que de beleza que às vezes escapa de percebermos quando esta cheia de gente, vendedores e um burburinho infernal.
Isto me faz lembrar dos bons tempos que se podiam passar la em Guarujá, nos seus momentos aureos e "chics", antes de virar aquilo que é hoje.
Nada contra o progresso, devo esclarecer.
Mas naquela época, quando nem supermercado tinha ali, estar passando férias por aquelas paragens tinha um não sei que de mágico, a começar pelo desafio de se pegar a balsa. Com o meu pai dirigindo, digo. rss rss
Era tudo muuuito vazio, mas com casas sensacionais escondidas no meio da mata, e o sofisticado clube Tortuga, cercado de brejos cheios de talboas e sanguessugas.
Não, isto nao era no tempo de Pedro Alvarez Cabral, nao! rss
Porque são coisas de cerca 30 anos faz.
Do tempo que eu curtia ir à tardinha na praia para fazer esculturas na areia ao som das musicas do Edú Lobo, esperando que as aulas começassem para poder voltar para Santo André, onde moravamos na época.
Nos tempos do pedro alvarez cabral da minha vida.
Hihihi!
E voltando à São Sebastião, posso dizer que gostei muito da cidade, das praias e da vista que, sem muito alarde, é muito, muito bonita.
Enfim...